segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

HISTÓRIAS DE VIDA - EDNALDO DE OLIVEIRA


HISTÓRIAS DE VIDA - EDNALDO DE OLIVEIRA


Matéria para o JM da Supervisão Geral de Abastecimento - Prefeitura Municipal de São Paulo.

Por Zé Renato Rodrigues




     Ednaldo de Oliveira é natural de São Paulo. Nasceu no bairro de Jabaquara , Jd Americanópolis, zona sul da Capital, onde vive até hoje. Ele é um funcionário exemplar, trabalha na Prefeitura de São Paulo desde 1986.

     Ednaldo conta que começou a trabalhar bem cedo para ajudar no orçamento familiar. Com 14 anos iniciou como ajudante de marceneiro numa marcenaria, empresa de porte pequeno que tinha o nome do próprio dono, Miguel Cortez. Lá trabalhou 2 anos. Depois, Ednaldo entrou na Confogi, uma firma metalúrgica e trabalhou mais 2 anos, quando decidiu fazer um teste e foi aprovado para trabalhar na empresa Consultoria Oliveira, especializada em perfuração a martelete. “Era um serviço muito difícil, além de cansativo, machucava as mãos com a vibração da máquina. Quebrar asfalto cansava, mas o pior era entrar nas caixas da Telesp e furar para passar os fios. A gente ficava surdo de tanto barulho e quase morria afogado pela poeira, dentro daquele enorme buraco”, relembra. Com toda dificuldade que encontrava no serviço, Ednaldo permaneceu 3 anos na empresa.
  

     Em 1986, indicado por uma colega, Ednaldo foi admitido pela Prefeitura de São Paulo - antiga SEMAB, hoje SMSP (Secretaria Municipal de Coordenação das Subprefeituras). Em 1991 prestou concurso e se efetivou na função de encanado; cargo que até hoje ocupa na Supervisão Geral de Abastecimento. “Na época que comecei a trabalhar na SEMAB a equipe era formada por 100 homens. A gente fazia manutenção nos Mercados das Subprefeituras. A frota possuía peruas e um caminhão para transportar os funcionários. O caminhão tinha um toldo e bancos, mas não tinha cinto de segurança. Então, quando o motorista precisava frear rapidamente, todo mundo caía pelo assoalho do caminhão”, diz.

     Ednaldo já tem 34 anos trabalhados, e está próximo de se aposentar. Ele conta que gosta muito de trabalhar e tudo o que faz, faz com amor. Por ser bastante caseiro, em suas férias aproveita ficar em casa para descansar e estar ao lado família. “Sou casado há 35 anos, amo muito minha esposa, sou pai de três filhos, duas mulheres e um homem. Tenho três netinhos. Uma neta de 9 anos, uma de 7 e um neto de 5 anos, que são meu xodó. Moramos todos próximos. Portanto, quando eu me aposentar pretendo curtir muito minha família”, completa Ednaldo.



HISTÓRIAS DE VIDA - PAULO SENA



HISTÓRIAS DE VIDA - PAULO SENA



Matéria para o JM da Supervisão Geral de Abastecimento - Prefeitura Municipal de São Paulo

Por Zé Renato Rodrigues.


        Paulo Sena é natural de São Paulo. Nasceu no bairro do Ipiranga aos 25 de abril de 1954. O  paulistano iniciou sua carreira na Prefeitura Municipal de São Paulo em 15 de agosto de 1974, portanto, com 20 anos de idade.

       Sena, como sempre foi mais conhecido, ingressou no funcionalismo público, na Secretaria de Serviços e Obras, permanecendo até 1988, quando passa a ser Secretaria da Educação. Em 1988 ele pediu transferência para a Secretaria Municipal de Abastecimento, onde permanece até hoje. Atualmente ele desempenha seu trabalho, como Agente de Apoio, no  Mercado da Lapa.

           Sena, que adora jogar futebol e dominó e curtir um churrasquinho nos finais de        semana com amigos, tem muita história para nos contar. 

             Em 1991, Sena diz que não se recorda o dia, mas foi no mês de dezembro, portanto, um domingo de muita chuva, ele foi jogar bola numa partida final de torneio: casados contra solteiros, no bairro Campo Limpo, na região sudoeste da grande São Paulo; o que segundo ele, não deu muita sorte, ou nada. . . “Por causa de uma falta que o juiz não apitou, a briga começou. Foi exatamente quando o juiz joga o apito num terreno baldio", gargalhando informa. Começaram a bater no juiz, que era seu amigo. Sena tentou defendê-lo. No campo não havia muita grama. Era mesmo uma cena. Sena rolando no barro, levando pancada e vendo seu amigo correr. "Eu gritava: socorro! Malvino, socorro! Na verdade foi uma fuga pra ele. Depois de eu apanhar muito, me soltaram. E o jogo terminou. Mas recordo com muita saudade do passado, mesmo tendo apanhado”, completou Sena.
 
Ping-Pong

JM  Explica por que ter saudade mesmo tendo apanhado?

Sena – Parque o passado não volta. E era um tempo bom, apesar de acontecer essas briguinhas de futebol, mas não havia tanta violência.

JM – Você ainda joga bola?

Sena – Às vezes. Eu sofri uma lesão no tornozelo que impede um pouco de jogar.

JM – E o Malvino juiz, ou maldito juiz, você ainda vê?

Sena – Há muitos anos que não o vejo. Maldito mesmo! Defendi ele, e não me socorreu rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs

sábado, 4 de janeiro de 2014

HISTÓRIAS DE VIDA - BENÊ



HISTÓRIAS DE VIDA - BENÊ


Matéria para o JM da Supervisão Geral de Abastecimento - Prefeitura Municipal de São Paulo.

Por Zé Renato Rodrigues



     Benedito Marciano Silvério ingressou na Prefeitura Municipal de São Paulo no ano de 1987. Ele iniciou sua carreira na Supervisão Geral de Abastecimento, onde está até hoje

     Nascido na fazenda Itaici, município da cidade de Lambari – MG, em 27 setembro de 1957, Benê, mais conhecido pelos amigos, conta que teve uma infância muito simples e sofrida. Em 1967, seus pais decidiram vir para São Paulo tentar a sorte. Quando chegaram aqui tiveram dificuldade em se adaptar. “Meu pai, minha mãe, eu e mais 6 irmãos, até todos começar a trabalhar, não foi nada fácil. Eu era ainda de menor, mas com a lei que existia na época, comecei a trabalhar de metalúrgico para ajudar no orçamento familiar, e fiquei na função até 20 anos”, explica.

     Em 1987, Benê ingressou na Prefeitura de São Paulo em regime contratado. Trabalhou 4 anos nesta Secretaria, antiga SEMAB, na função de eletricista. Em 1991 prestou concurso para eletricista e se efetivou. Foi trabalhar na Subprefeitura da Penha, no Mercado Municipal,

     No ano de 1996, Benê sofreu um acidente de trabalho. Ele caiu de uma escada de aproximadamente 3 metros de altura e fraturou o fêmur esquerdo o que resultou 5 meses de licença médica, e não podendo mais exercer a função de eletricista. “Só me resta agradecer a DEUS por eu ter me recuperado bem”, diz. Na Subprefeitura da Penha, permaneceu 7 anos, agora, no setor de manutenção.

     Buscando facilitar o trajeto da sua casa ao trabalho pediu para ir trabalhar no Mercado de Guaianases, e lá ficou por 5 anos. Em 2004 o funcionário retorna para Supervisão Geral de Abastecimento, no setor de manutenção para trabalhar no almoxarifado, onde permanece até hoje.

     “Hoje moro na cidade de Itaquaquecetuba, grande São Paulo, cidade que eu adoro. Meu pai infelizmente já é falecido, mas minha mãezinha aos 79 anos, com marcas de sofrimento, ainda nos dá muita alegria e bons conselhos. Sou muito feliz também com minha esposa, meus 8 filhos e os 16 netos que tenho. Portanto, estou muito otimista em me aposentar daqui a três anos, para poder curtir minha família, recordando um passado de tantas dificuldades”, completa o funcionário.

HISTÓRIAS DE VIDA - MARISA SHIMABUKURO



HISTÓRIAS DE VIDA - MARISA SHIMABUKURO

Matéria para o site da Prefeitura Municipal de São Paulo.

Por Zé Renato Rodrigues


     Marisa Shimabukuro, proprietária da banca 79 do Mercado Municipal Kinjo Yamato, terceira geração desse comércio, fundado com a participação de sua avó.

     A comerciante, Marisa Shimabukuro, proprietária da banca 79 de produtos hortifruti, localizada no Mercado Kinjo Yamato, nasceu na rua da Cantareira, região central de São Paulo. Neta de japoneses, Marisa é casada e tem dois filhos, um rapaz com 20 anos e um menino com 1 ano. 

     Ela pertence à terceira geração de comerciantes dentro do Kinjo.Sua avó materna, dona Alice Gushi, foi uma das pioneiras do mercado, quando foi fundado em 1936. “Eu nem era nascida ainda, mas minha mãe conta que aqui era uma estação de bonde. O trem circulava por estas ruazinhas de paralelepípedos. São histórias lindas de São Paulo antigo”, diz. Com o falecimento de dona Alice, Marisa conta que sua mãe, a Srª Hatsuco Shimabukuro assumiu o comércio e aí chegou sua vez de ingressar no ramo. Ainda menina ela recorda que ia com sua mãe fazer compras no CEASA e enquanto esperava sua mãe negociar, ficava varrendo o assoalho do caminhão para colocar as mercadorias. Conta que sempre trabalhou muito, mas quando ficou adolescente, além de trabalhar, cursava faculdade em Mogi das Cruzes. Vinha de madrugada com sua mãe, trabalhava o dia todo e a noite ia estudar. “Foi um tempo muito desgastante, mas me formei como nutricionista”, relembra, feliz. 
    A srª Hatsuco foi ficando idosa e já não tinha mais condições de trabalhar, foi então que, em 2005, Marisa assume definitivamente o comércio de hortifruti. Quando sua mãe começou no Kinjo, não havia mercados e sacolões nos bairros e por essa razão tinha fregueses das regiões mais longínquas da cidade de São Paulo. Os quitandeiros, donos de lanchonetes, hotéis e restaurantes vinham comprar no atacado. Ela fala que comprava 500 caixas por semana no CEASA e que agora, além de ter diminuído para 200 caixas, às vezes sobra. Porém, ressalta que ainda tem fregueses que compravam com sua mãe, tanto no atacado, quanto no varejo.

     Marisa explica que em tempos passados já perdeu muita mercadoria. Isso ocorria porque quando chovia, o rio Tamanduateí transbordava e o mercado ficava inundado. Não tinha o que fazer, a enxurrada invadia e as caixas de legumes rolavam pela correnteza. Os que permaneciam ficavam molhados e sujos e eram perdidos, também. “Apesar desses prejuízos, posso afirmar que ainda se ganhava mais, porque se vendia mais. Eu faço essa comparação, só que entendo os caminhos do progresso. Atualmente, vendo menos pelo fato de ter mercados e sacolões em todos os bairros, mas entendo, mas entendo que isso facilitou muito a vida das pessoas que vivem distantes do centro de São Paulo”, concorda a comerciante.


   Todos os dias, Marisa inicia o trabalTho a 1 hora da manhã para atender os fregueses do atacado. As 6h começam a chegar os fregueses do varejo e encerra as atividades às 15 horas. As segundas terças e quartas feiras,  ela fecha ao meio dia para ir ao CEASA fazer compras. Conta que trabalha bastante, mas gosta muito do que faz. “Já trabalhei como nutricionista por oito anos em empresa, mas eu gosto mesmo é de trabalhar por conta. Gosto de servir ao próximo e aqui tenho essa oportunidade, pois passam muitas entidades recolhendo alimentos para preparar sopão para serem oferecidos aos moradores de rua, aos orfanatos e outras instituições”, ela diz.

     Seu esposo é adestrador de cães, não tem nada a ver com o comércio, mas gosta muito de plantas. “Estamos fazendo planos para comprarmos um pedacinho de terra nas imediações de São Paulo, onde no futuro possamos plantar e colher, assim diminuiremos as despesas com o CEASA, além de poder oferecer um produto sem  agrotóxicos aos meus fregueses que tanto preso”, conclui Marisa.

HISTÓRIAS DE VIDA - CARMELITA



HISTÓRIAS DE VIDA - CARMELITA



Matéria para o JM da Supervisão Geral de Abastecimento - Prefeitura Municipal de São Paulo.

Por Zé Renato Rodrigues


     ​Carmelita de Jesus é natural de São Paulo. Ela é mãe de três filhos, duas mulheres e um homem, os quais são muito queridos por ela.  A paulistana  iniciou sua carreira na Prefeitura de São Paulo no ano de 1982, na antiga FABES (Família e Bem-Estar Social), na função de auxiliar de cozinha


       No ano de 1984 foi para SMA (Secretaria Municipal de Administração). Em 1988 prestou concurso para auxiliar de cozinha, porém, ocupava o cargo de recepcionista. Em 1991 prestou outroconcurso, 
agora para telefonista. Em 1992, quando saiu a publicação do concurso, ela optou por trabalhar na SMS (Secretaria Municipal da Saúde). Ficando nessa Secretaria desde 1992 a 1996, na função de telefonista. Em 1996, Carmelita foi para Subprefeitura de Itaquera e lá ficou até 2012, exercendo o cargo de telefonista. Em 2012 veio para Supervisão Geral de Abastecimento, onde permanece no setor de protocolo e autuação de processo. 



     Nos finais de semana, Carmelita cuida de uma senhora idosa. Ela explica que além de ajudar no orçamento familiar, tem prazer em compartilhar com seu próximo. “Na vida a gente só é feliz quando ajuda alguém que precisa. Essa senhora é como se fosse minha mãe. Meu coração está aberto para ajudar, amar e perdoar. A felicidade é vizinha do perdão e da caridade”, diz.




     A funcionária que já está próxima de se aposentar, gosta muito de ler, assistir um bom filme, mas seu hobby mesmo é animais. “Tenho três cachorras que cuido com muito carinho. Às vezes não tenho tempo suficiente para curti-las. Espero em me aposentar e poder dar mais atenção aos meus bichinhos que tanto adoro”, completa Carmelita.

Ping e Pong

JM: Quando você se aposentar, pretende morar no interior?

Carmelita: Imagino sim, morar no interior. Poder ter uma vida mais calma.

JM: Você adora animais. Já pensou em ser veterinária?

Carmelita: Não. Eu não teria coragem de operar os bichinhos. Embora estaria salvando a vida deles, mas não levo jeito pra isso.


quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

HISTÓRIAS DE VIDA - ISABEL

HISTÓRIAS DE VIDA - ISABEL

Matéria para o JM da Supervisão Geral de Abastecimento - Prefeitura Municipal de São Paulo.

Por Zé Renato Rodrigues


  Isabel Aparecida de Cássia Lima ingressou na Prefeitura de São Paulo em 29/11/1979, na Secretaria Municipal de Administração – (COMUV) Conselho Municipal de Acidentes com Veículos Municipais.
       Em  1982, quando prestou concurso   interno para Agente Vistor, migra de Secretaria, vindo para a antiga COMAB, que passou a ser SEMAB, atualmente - Supervisão Geral de Abastecimento, onde permanece até hoje.

       Isabel, mais popular Bel, do setor de feiras livres conta que entrou na Prefeitura pensando em ficar pouco tempo. “Mas isso não aconteceu, estou aqui há mais de 30 anos. Sou muito grata ao meu emprego na Prefeitura, pois tudo o que tenho foi através da Prefeitura. Fiz muitos amigos, espero que não tenha inimigos, apesar de que ninguém agrada a todos”, afirma.

       Bel é natural de São Paulo, tem formação acadêmica em  Artes Plásticas – Habilitação em Desenho Geométrico, porém não tem exercido a profissão de Professora. Mas cultiva a educação; seu perfil é muito familiar e caseiro. O hobby da paulistana é assistir um bom filme aos finais de semana. “Minha vida é bem assim: nos dias úteis os colegas de serviço fazem parte de uma família, aos sábados, domingos e feriados, na companhia dos familiares, vidrada nos filmes eu viajo numa estrada de paz”, completa Bel.

Ping-Pong

JM – Por que você não quis seguir carreira de professora?
Bel – O Professor não tem o valor merecido por nossos governantes.
JM – Quando se aposentar pretende morar no interior?
Bel – Não, amo são Paulo.
JM – Você gosta de filme, vai muito ao cinema?
Bel – Vou pouco, em casa é mais cômodo. Assisto em DVD ou pelo  computador



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HISTÓRIAS DE VIDA - SEU LUCA

HISTÓRIAS DE VIDA - SEU LUCA


Matéria para o site da Prefeitura Municipal de
São Paulo.


Por Zé Renato Rodrigues



Luca Nicola Jacon, um dos comerciantes mais antigos do mercado municipal Paulistano, segue comercializando frutas há 55 anos




Nascido na fazenda Bela Aliança, município de Limeira, interior paulista, em 14 de abril de 1938, seu Luca é o caçula dos oito filhos de Mássimo Jacon e Dozolina Rigom Jacon. Ele conta que passou sua infância na fazenda e começou a trabalhar muito cedo, nas lavouras de café. Com 7 anos de idade, depois que voltava da escolinha onde cursou até a 3ª série, há 4 km de distância da sua casa, ele trocava o caderno e o lápis pela enxada e o rastelo. “Acho um absurdo essas leis que proíbem menores de trabalhar, concordo que devemos proteger as crianças, mas serviço não mata ninguém e quem começa trabalhar de pequeno, cresce com responsabilidade e dá mais valor na vida”, diz.

Quando completou 12 anos, em 1950, seu Luca mudou para Limeira e começou a trabalhar na Empresa Kühl - torrefação e moagem de café. Trabalhou 2 anos nessa empresa. E de 1952 a 1954 trabalhou na empresa automobilística Ford, na função de frentista. Mas, ao surgir uma proposta melhor, não pensou duas vezes e foi trabalhar na CIA União refinadora de açúcar e café, e lá trabalhou ate 1958. Nesse mesmo ano, vindo para a grande metrópole - São Paulo, agora rapaz com espírito de empreendedor, começa construir sua história no Mercado Municipal.


​ “A gente era em 10 sócios, todos parentes. Com um caminhão Mercedes-Bens, transportávamos as frutas produzidas na fazenda Bela Aliança e também de outras propriedades da região de Limeira. Quando o caminhão era descarregado, já havia fila de charretes e carroças de feirantes na frente do mercado para comprar os produtos, que chegavam fresquinhos da fazenda. Naquela época, a gente comercializava só no atacado. São Paulo estava no auge com as implantações das indústrias, o dinheiro girava com rapidez, o índice de desemprego era zero”, explica seu Luca. Embora relate momentos difíceis, por conta das enchentes na região. Em tempo de chuvarada, os lixos ficavam parados nos pilares, então o rio transbordava e inundava o mercadão, chegando aos dois metros de altura. Para não atingir as frutas, os comerciantes se reuniam e faziam pilhas com caixas vazias para colocar as frutas encima.

O menino simples queria vencer na vida e mesmo cansado de trabalhar o dia todo, foi estudar a noite na Escola 30 de Outubro, que não existe mais. Assim, concluiu o curso de Técnico em Contabilidade. “Tudo que aprendi na Escola Técnica, aplico nesses 55 anos de comércio, os números são vivos na minha memória. O estudo é muito importante na vida das pessoas. Por isso aconselho os jovens estudarem muito. Hoje, estou com 75 anos, e posso dizer que o mercado municipal é o pulsar do meu coração. Aqui trabalho e sou visitado pelos amigos, fregueses e comerciantes, muitos deles já aposentados. É um recanto querido onde relembro o passado com muita saudade”, completa seu Luca.


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